O caso

Um passageiro perdeu a vida em razão de acidente ocorrido durante corrida solicitada por aplicativo de transporte. A família, devastada, precisou enfrentar duas batalhas paralelas: a dor da perda e a busca pela reparação devida.

Em casos como esse, é comum que famílias desconheçam a existência de coberturas securitárias vinculadas ao serviço — o que pode levar à perda do direito por simples desinformação.

A solução jurídica

Foi acionada a cobertura prevista pela plataforma para casos de morte do passageiro durante a corrida. Após o trâmite jurídico adequado, a totalidade do valor (R$ 100 mil) foi paga aos pais, divididos igualmente.

O caso chegou ao STJ por discussão sobre os critérios técnicos da cobertura, e o tribunal validou o pagamento — consolidando entendimento sobre essa modalidade de proteção.

Lição importante para famílias de vítimas

Há um ponto que escapa à maioria: uma corrida de aplicativo costuma envolver mais de uma cobertura securitária. Pode haver seguro próprio da plataforma, eventual seguro do veículo do motorista, seguro vinculado ao cartão de crédito utilizado para o pagamento, e até mesmo seguro de vida pessoal da vítima.

Mapear todas essas frentes e acioná-las em paralelo costuma ser a diferença entre receber uma cobertura mínima e obter reparação verdadeiramente integral. É um trabalho técnico que exige conhecimento específico do setor.